FILA BRASILEIRO

Há pouco mais de três décadas, iniciava-se o interesse pelo aprimoramento e seleção de um tipo de cães relativamente freqüente junto ao Triângulo Mineiro, cães estes de porte forte e robusto, empregado no manejo do gado e principalmente na guarda de propriedades rurais, dada a sua valentia e temperamento forte.

Esses animais com características bem fixadas e marcantes, descendiam, segundo informações colhidas, de cães trazidos para o Brasil pelos colonizadores por ocasião da escravatura, e eram então empregados na guarda e captura dos escravos, obedeciam cegamente aos seus senhores donde deriva o nome que hoje se lhes dá o Cão de Fila.

É bem verdade que, dentre os iniciadores e interessados na preservação dessa raça de cães, a então única raça autenticamente nacional, destacavam-se as figuras de Paulo Santos e João Ebner, os verdadeiros patronos da raça Fila Brasileiro, aos quais mais tarde vários interessados em sua criação e divulgação vieram se juntar.

O cão Fila Brasileiro vem merecendo particular destaque, como cão de companhia e como cão de guarda. Tornou-se cão de pista, pois antigamente para se entrar numa pista entravam-se acorrentados, com a cabeça coberta, juizes cinófilos jamais ousariam tocá-los, eram tratados como verdadeiras feraz. Passou-se dos fundos dos quintais ou fazendas do interior, para o terreno das mansões.

O Fila Brasileiro aparece assim como uma conquista nossa, um animal da terra, já que está ligado ao crescimento deste país. As cidades se expandiram, e paralelamente, a necessidade de um cão de guarda. Os Filas passaram a ser procurados, e, sem dúvida, fazem concorrência aos Pastores Alemães e Rottweillers.



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